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PROJETO CURRICULAR DE CÉSAR COLL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
Análise realizada pelo professor Elias Celso Galvêas


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Rio de Janeiro, 20 de Julho de 1999.

UMA NOVA PROPOSTA CURRICULAR - ANÁLISE DAS IDÉIAS DO LIVRO "PSICOLOGIA E CURRÍCULO", DE DE CÉSAR COLL.

Professor Elias Celso Galvêas

Aprender não significa, apenas, tomar conhecimento e reter na memória.
A nova abordagem construtivista representa uma nova metodologia de construção
do conhecimento, no quadro da ação educativa e na interação do processo ensino
(professor)/aprendizagem (aluno). A preocupação fundamental não é acumular
conhecimento, mas sim selecionar informações para saber o que fazer com elas.
(gerenciá-las).

Ao tratar de configurar o caráter prático da relação ensino/aprendizagem,
a idéia básica consiste em identificar: quem aprende, como se aprende, porque
se aprende e para que se aprende.

Existem duas formas de aprendizagem baseadas no desenvolvimento teorizado
por Piaget: a aprendizagem repetitiva, memorística ou mecânica e a aprendizagem
significativa. Na aprendizagem repetitiva, o aluno se limita a memorizar, sem
saber para que serve o conhecimento. Na aprendizagem significativa, o aluno
enriquece o que já sabe (conhecimento prévio) com os novos conhecimentos,
garantindo não só a continuidade da aprendizagem, mas permitindo ir galgando
níveis superiores de conhecimento. Esse é o enfoque cognitivo-evolutivo, a ação
pedagógica que visa a potencializar as linhas naturais do desenvolvimento
cognitivo e afetivo.

O QUE ENSINAR

O Projeto Curricular proposto pelo espanhol Cesar Coll traduz uma visão do ponto
de vista do ensino e não propriamente da aprendizagem. O seu Projeto Curricular
compreende quatro capítulos: 1) que ensinar, como ensinar, quando ensinar, e que,
como e quando avaliar.

Assim, as atividade educativas escolares caracterizam-se por ser atividades
intencionais, o que significa que tratam de responder a alguns propósitos
(objetivos) e a perseguir a consecução de algumas metas (resultados).

Coll cita Hameline, que propôs a expressão “intenções educacionais” para
designar

“os enunciados mais ou menos explícitos dos efeitos esperados em um
prazo mais ou menos longo e com maior ou menor certeza e interesse pelos
educadores, alunos, planejadores e responsáveis educativos, sem esquecer a
sociedade na qual ocorre o processo educativo.”

A partir dai, Coll estabelece que uma das tarefas do Projeto Curricular é

“proceder à análise, classificação, identificação e formulação das
intenções que presidem o projeto educacional.”

Constam do Projeto:

- inventário e a seleção das intenções possíveis
- a formulação de objetivos educacionais para guiar e planejar a ação pedagógica
- a organização e sequenciação temporal das intenções
- a avaliação, que consiste em verificar se a ação pedagógica corresponde às
intenções.

A questão básica, diz Coll, é passar das intenções à formulação, ou seja da
formulação das intenções à formulação (enunciado) dos objetivos. Possivelmente,
a mais acurada classificação das intenções educativas é a de Hamelina:
1) finalidade; 2) metas educacionais,; 3) objetivos gerais: finais e
intermediários; e 4) objetivos específicos ou operacionais.

Por outro lado, Romiszowski enumera como vias de acesso à concretização das
intenções educativas: 1) o conteúdo, isto é, as matérias concretas, 2) as
atividades e 3) os resultados, considerando, numa especulação esquemática,
três elementos: 1) o input (conteú-do), 2) o output (resultado) e 3) o processo
mecanismo que vai do input ao output. Em sentido um pouco distinto, Bruner
considera que os efeitos desejáveis da educação não devem dar tanta ênfase
aos conhecimentos específicos, mas, sim, à aquisição de destrezas cognitivas.
Segundo Bruner, o aluno deve ser ensinado de tal forma que, no futuro, possa
continuar aprendendo sozinho, isto é, deve adquirir capacidade para identificar
a informação relevante, interpretá-la, classificá-la e relacioná-la com a
informação adquirida anteriormente. Para tanto, diz Bruner, sugere-se os
seguintes objetivos educativos:

- desenvolver na criança um processo de colação de perguntas.
- Ensinar uma metodologia de pesquisa.
- Desenvolver a capacidade da criança para formular hipóteses e tirar
conclusões.
- Realizar discussões em classe, escutar os colegas e expressar suas próprias
opiniões.

Um ponto importante na elaboração do Projeto Curricular é a relação ou interação
entre o aluno e o conteúdo (matérias), que alguns autores chamam de “encontro”.
Klafki propõe 5 critérios para a seleção de conteúdo: 1) a importância da matéria
em relação a sua representatividade; 2) sua relevância na vida atual dos alunos;
3) a influência que deverá ter na vida futura dos alunos; sua estrutura material
e significativa; seu grau de adequação ao nível de interesse e de compreensão dos
alunos. (É difícil entender como isso possa ser feito em relação a uma turma de
30 ou 40 alunos, de origem, de nível econômico, de vocações, e interesses
heterogêneos.

Para Schwab, a análise das matérias e de suas estruturas substanciais deve ser o
elemento orientador do planejamento do ensino. Já para Brugelmann, inspirado em
Eisner, os “currículos abertos” são os projetos de ensino que não aludem ao
comportamento final do aluno, limitando-se a indicar situações nas quais se
realizará a aprendizagem.

Elaboração do Projeto Curricular

De um modo geral, consideram-se duas posturas extremas em relação aos
currículos: uma postura centralizadora e uma descentralizadora. No primeiro
caso, temos o currículo completo e acabado, como minúcias de objetivo, contendo
matérias didáticas e métodos de ensino; os professores apenas executam o
currículo. É o que alguns autores chamam de “modelo fechado”. No segundo
caso, a responsabilidade na formulação do currículo recai sobre o professor
ou equipe de professores, com inteira liberdade. É o “modelo aberto”.
No primeiro caso o ensino é idêntico para todos os alunos, enquanto que no
“modelo aberto” concede-se grande importância às diferenças individuais e os
objetivos são definidos em termos gerais para permitir sucessivas modificações.

Optando pelo “modelo aberto”, Cesar Coll propõe concretizar as intenções
educativas tendo como fonte (via de acesso) os resultados esperados e os
conteúdos (matérias).

Quando ensinar

A primeira questão de quando ensinar está, evidentemente, relacionada
aos diferentes ciclos de ensino obrigatório: Pré-Escola (3 a 6 anos), Ciclo
Inicial de EGB – Ensino Geral Básico (6 a 8 anos), Ciclo Médio de EGHB (8 a
11 anos), Ciclo Superior de EGB (11 a 14 anos) e Primeiro Ciclo de Ensino
Secundário (14 a 16 anos).

Embora mantendo a distinção entre análise de tarefas e análise de conteúdos,
Coll admite que ambas tem a mesma finalidade. A análise de tarefas está
relacionada com a lógica pedagógica, que consiste em estabelecer seqüências
de aprendizagem. Em linhas gerais, diz Coll, o procedimento a seguir e o
seguinte:

“Em primeiro lugar, analisar as tarefas relacionadas aos objetivos;
segundo, estabelecer uma seqüência de atividades; terceiro, averiguar se os
alunos que observam esta seqüência aprendem melhor que outros”.

Gagné propõe a distinção entre cinco possíveis tipos de
aprendizagem escolar: 1) habilidades motores; 2) atitudes; 3) informação
verbal; 4) habilidades intelectuais e 5) estratégias cognitivas.

A idéia de hierarquia conceitual no processo de ensino, como desenvolvidas nos
trabalhos de Ausubel, é caracterizada por uma seqüência descendente, que parte
dos conceitos gerais, passa pelos conceitos intermediários e chega aos
conceitos específicos.

Cesar Coll não concorda com essa hierarquização de conceitos, principalmente
por que deixam de lado aspectos importantes de uma técnica de trabalho
escolar (página 99). O inconveniente das hierarquias conceituais está não só
na ampliação do próprio conceito de conteúdo, como nos critérios de sua
sequenciação. Entretanto, Coll considera que o esquema mais completo e
coerente de sequenciação é o sugerido por Posner e Strike, com cinco grandes
categorias de relações: fatuais, conceituais, de indagação, de aprendizagem
e de utilização.

Os teóricos da elaboração costumam apresentar sua proposta sobre a
melhor forma de organizar o ensino, utilizando a analogia de uma filmadora,
cuja objetiva permite passar do plano de conjunto (do geral) para o plano dos
detalhes específicos (para o particular). Daí que a elaboração de uma
panorâmica global (epítone) constitui o primeiro passo. Segundo a teoria da
elaboração, os conteúdos de ensino se classificam em três tipos fundamentais:
conceitos, princípios e procedimentos. O conceito designa o conjunto de
objetos e situações, o princípio trata das mudanças do objeto ou da situação
(relações de causa e efeito) e o procedimento se refere às ações destinadas a
alcançar uma meta.

Quanto à questão da sequenciação entre os diversos Ciclos, Coll admite
que, do ponto de vista prático, pode-se partir dos Objetivos Gerais para indagar

“que tipos de habilidades e de comportamento serão necessários para
a criança tornar-se um adulto ativo e interagir com os demais membros da
sociedade” (pag.119).

COMO ENSINAR

Recapitulando as noções básicas anteriores, alguns autores
(Ausubel, Novak) consideram que

“o currículo ocupa-se apenas do que será ensinado e, assim, após a
definição e sequenciação dos objetivos e conteúdos, coloca-se a questão sobre
como melhor ensinar para atingir esses objetivos e o domínio dos conteúdos
/matérias” - (pag.134).

Sob esse aspecto, Coll reafirma: “o que ensinar, quando ensinar e
como ensinar são três aspectos do currículo intimamente interrelacionados”,
embora reconheça o papel específico de cada um no processo de elaboração
do Projeto Curricular. Nesse contexto, na perspectiva construtivista, é
importante considerar a questão da ajuda pedagógica que o professor pode
dar ao aluno, o que leva a formular uma série de princípios relativos à
maneira de ministrar o ensino. Tais princípios, incluindo no Projeto
Curricular, devem considerar:

- as características individuais dos alunos.
- as características individuais estão sujeitas a evolução.
- o que o aluno é capaz de aprender depende, sobretudo, da ajuda pedagógica.
- a verdadeira individualização consiste em ajustar o tipo de ajuda pedagógica
às características e necessidades dos alunos.
- O Projeto Curricular deve incluir critérios gerais e exemplificá-los, mas
não deve recomendar um método de ensino determinado.


O Princípio Da Globalização

Do ponto de vista psicológico, o princípio da globalização traduz a
idéia de que a aprendizagem não se realiza mediante simples adição de novos
elementos à estrutura cog-noscitiva do aluno. A aprendizagem significativa é,
por definição, uma aprendizagem globalizada na medida em que o novo
conhecimento se relaciona com aquilo que o aluno já sabe.

Assim, é importante lembrar que a seqüência elaborativa deve incluir
a realização periódica de resumos, de recapitulações, de sínteses e revisões
globais do material de aprendizagem. Temos, então, que as questões relativas
ao modo de ensinar, isto é, como ministrar o ensino devem incluir dois
princípios básicos: a concepção construtivista e os critérios de ajuda
pedagógica.

A Estrutura do Projeto Curricular

Conforme destaca Cesar Coll, as finalidades do sistema educacional
são as afirmações de princípio sobre as funções que este deve desempenhar.
Os Objetivos Gerais do en-sino obrigatório são as finalidades do sistema
educacional atribuídas ao conjunto do ensino obrigatório. Os Objetivos
Gerais de Ciclo definem as capacidades que os alunos devem ter adquirido
ao final do ciclo correspondente do ensino obrigatório. Esses objetivos
contemplam pelo menos cinco grandes tipos de capacidades humanas: cognitivas
ou intelectuais; motoras; de equilíbrio pessoal (afetivas); de relação
interpessoal; e de inserção e atuação social. Os Objetivos Gerais de Área
indicam as capacidades que o aluno deve ter adquirido em cada área curricular
ao final do ciclo correspondente. Em princípio, os Objetivos Gerais de Área
referem-se ao conjunto da área curricular, sem delinear conteúdos específicos
da mesma.

Do ponto de vista da orientação didática, o Projeto Curricular deve
incluir um re-sumo das opções básicas que caracterizam a concepção
construtivista da aprendizagem escolar e da intervenção pedagógica.
Neste resumo figura também uma perspectiva de conjunto sobre o que,
como e quando avaliar nas três modalidades de avaliação inicial, formativa
e somativa. Daí que tradicionalmente, nos Projetos Curriculares do ensino
obrigatório, dá-se importância máxima ao tipo de conteúdos denominados
“fatos, conceitos e princípios”.

Quanto aos conteúdos, podem ser fatos discretos, conceitos, princípios,
procedimentos, valores, normas e atitudes.

Conceito designa o conjunto de objetos. Princípio é o enunciado que
descreve como as mudanças ocorrem em um objeto ou em um conjunto de objetos,
em relação com as mudanças que ocorrem em outros objetos ou situações.
Exemplos: a lei da gravidade, o ciclo natural da água, o funcionamento
do sistema respiratório, a lei da oferta e da procura, o teorema de
Pitágoras, etc. Procedimento é o conjunto de ações ordenadas e finalizadas,
isto é, orientadas para a consecução de uma meta. Exemplos: construção de
um plano, elaboração de um resumo, confecção de um plano de observação etc.

Do ponto de vista do processo de elaboração do Projeto Curricular, a
seleção dos conteúdos que devem figurar no primeiro nível de concretização
exige que sejam respondidas as seguintes perguntas:

- Que fatos, conceitos e princípios, levar em conta nesta área curricular para
que o aluno adquira, no final do ciclo, as capacidades estipuladas pelos
Objetivos Gerais da Área.

- Que procedimentos considerar nesta área curricular para que o aluno adquira,
no final do ciclo, as capacidades estipuladas pelos Objetivos Gerais da Área?

- Que valores, normas e atitudes inserir nesta área curricular para que o
aluno adquira, no final do ciclo, as capacidades estipuladas pelos Objetivos
Gerais da Área?

Após a identificação dos principais elementos do conteúdo, bem como das relações
entre os mesmos e as estruturas correspondentes, o terceiro passo consiste em
estabelecer uma sequenciação que respeite os princípios da aprendizagem
significativa. Consiste, basicamente, em ordenar os elementos em uma seqüência
que proceda do mais geral para o mais detalhado e do mais simples para o mais
complexo. Os conteúdos do primeiro nível de cada ciclo proporcionam uma visão
de conjunto muito abrangente das áreas curriculares. Essa panorâmica global é
delineada progressivamente nos níveis posteriores até atingir o grau de detalhe
e profundidade requerido pelo Objetivos Gerais de Ciclo e de Área.

Da Concretização do Projeto Curricular

O primeiro nível de concretização do Projeto Curricular de um ciclo do
ensino obri-gatório define o que ensinar (conteúdos e objetivos finais das
diferentes áreas curriculares) e oferece critérios-guia sobre como ensinar
e avaliar (orientações didáticas), porém ainda não diz nada sobre quando
ensinar, sobre a sequenciação e a temporalização dos aprendizados ao longo
do ciclo. O segundo nível de concretização do Projeto Curricular consiste
em estabelecer, para cada área curricular, nítidas seqüências dos principais
elementos de conteúdo.

Do ponto de vista do processo de elaboração do Projeto Curricular, o
estabelecimento do segundo nível de concretização implica os seguintes passos:

1 – Identificar os principais componentes dos blocos de conteúdo selecionados
no primeiro nível de concretização;

2 – Analisar as relações entre os componentes identificados e estabelecer as
estruturas de conteúdo correspondentes;

3 – Propor uma sequenciação dos componentes de acordo com as relações e
estruturas estabelecidas e as leis da aprendizagem significativa.

CONCLUSÃO

Sintetizando o conjunto de idéias de César Coll, os conceitos e
apreciações formulados em seu livro “Psicologia e Currículo”, Cesar Coll
apresenta, como conclusão, um “modelo” ideal de currículo. A idéia é facilitar
o seu processo de elaboração, buscando estabelecer um marco comum para o
ensino fundamental obrigatório. Os princípios básicos são:

1) A educação designa um conjunto de práticas mediante as quais o grupo social
promove o crescimento dos seus membros.

2) A finalidade da educação escolar é a de promover certos aspectos do
crescimento pessoal considerados importantes no marco da cultura do grupo,
inclusive por meio de uma ajuda específica.

3) O Projeto Curricular preside e guia as atividades educativas escolares,
explicitando as intenções que estão em sua origem e proporcionando um plano
para concretizá-las. O Projeto Curricular é um instrumento para a prática
pedagógica que oferece guias de ação aos professores, responsáveis diretos
pela educação escolar.

4) O Projeto Curricular está aberto às modificações e correções que surgem
com sua aplicação e desenvolvimento.

5) O Projeto Curricular alimenta-se de quatro fontes básicas de informação,
e tipos de análise: sociológica e antropológica; psicológica; epistemológica;
e pedagógica.

6) O Projeto Curricular adota uma estrutura essencialmente aberta, deixando
ampla margem de atuação ao professor, que deve adaptá-lo a cada situação
particular conforme as características concretas dos alunos e outros fatores
presentes no processo educativo.

7) O Projeto Curricular reflete uma concepção construtivista da aprendizagem
escolar e de intervenção pedagógica, cuja idéia diretriz é que os processos
de crescimento pessoal implicam uma atividade mental construtivista do aluno.

8) As intenções educativas concretizam-se no Projeto Curricular, definindo o
tipo e grau de aprendizagem que o aluno tem de atingir a propósito de
determinados conteúdos.

As Necessidades Educativas Especiais dos alunos devem receber o
tratamento curricular adequado mediante adaptações do Projeto Curricular
Básico à natureza e caracte-rísticas dessas necessidades.

As Necessidades Educativas designam as ações pedagógicas que devem
funcionar para que os alunos possam ter acesso ao currículo. As Necessidades
Educativas Especiais são as específicas, fruto das características diferenciais
do aluno. As necessidades educativas comuns a todos os alunos são satisfeitas
mediante as Ações Pedagógicas Habituais que, tomadas em seu conjunto, delimitaram
o que costuma ser chamado de “educação ordinária”. A adaptação do Projeto
Curricular Básico às necessidades educativas dos alunos é uma exigência do
modelo de currículo adotado, que é aplicado tanto à Educação Ordinária quanto
à Especial.

Um bom Projeto Curricular não é o que oferece soluções prontas,
fechadas e definitivas aos professores, mas aquele que lhes proporciona
elementos úteis para que possam elaborar, em cada caso, as soluções mais
adequadas, em função das circunstâncias particulares nas quais exercem sua
atividade profissional. Estimular a inovação e a criatividade pedagógicas
favorecendo um âmbito integrador e coerente é, sem dúvida alguma, a finalidade
que deve ser perseguida por todo Projeto Curricular. Não é suficiente dispor
de Projetos Curriculares cuidadosamente elaborados, cientificamente
fundamentados e empiricamente contrastados; também é preciso impulsionar
seu desenvolvimento, convertê-los em verdadeiros instrumentos de trabalho e
de indagação.

Professor Elias Celso Galvêas


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