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ESQUIZOFRENIA PARANÓIDE - ABORDAGEM CLÍNICA
Professor Elias Celso Galvêas


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ESQUIZOFRENIA PARNÓIDE

Por Elias Celso Galvêas (*)

Segundo o dicionário Aurélio:

(1) “Esquizofrenia - Termo psiquiátrico que serve para denominar um afecção mental que se caracteriza pelo relaxamento das formas usuais de associação de idéias, baixa de afetividade, autismo e perda de contato vital com a realidade, (...)”.

(2) “Paranóia – Uma das formas de psicopatia (doença psíquica) caracterizada pelo aparecimento de ambições suspeitas, que se acentuam evoluindo para delírios persecutórios e de grandeza – estruturados sobre base lógica”.


Portanto, “Esquizofrenia Paranóide” é uma modalidade de esquizofrenia que, vista como uma significativa perda de contato vital com a realidade, através do relaxamento das formas usuais de associação de idéias, toma forma (ou aspecto) de paranóia, vista, por sua vez, como um aparecimento de ambições desmedidas (suspeitas) que evoluem, geralmente, para mania de grandeza (megalomania) aliada a delírios persecutórios. No entanto, é interessante observar que apesar de ser observado o relaxamento das formas usuais de associação de idéias (característico da esquizofrenia), os sentimentos de perseguição e megalomania são, freqüentemente, estruturados sobre base lógica.


A esquizofrenia é uma das mais devastadoras dentre as desordens mentais conhecidas, fazendo com que o doente perca (parcial ou totalmente) o contato com a realidade objetiva. Os pacientes com essa modalidade de desordem psíquica costumam ver, ouvir e/ ou sentir sensações que realmente não existem na realidade objetiva e concreta, de que as pessoas supostamente “normais” partilham; e tais sensações percebidas pelo esquizofrênico - que não pertencem à realidade objetiva das pessoas consideradas normais - são denominadas “alucinações”. Para entender melhor o que são essas alucinações e como elas agem no indivíduo doente, basta ver o filme “Uma Mente Brilhante” – que é a história de John Nash, um famoso matemático esquizofrênico que elaborou uma teoria revolucionária no campo da macroeconomia, mas que, por outro lado, tinha sérios problemas afetivos devido à doença que, de certa forma, prejudicava seu julgamento objetivo em relação à realidade concreta que o cercava – apesar de não comprometer seu campo cognitivo.

Da mesma forma, o esquizofrênico é capaz de se estruturar logicamente a fim de se convencer veementemente de fatos que simplesmente não condizem com a realidade objetiva (desilusão) que o cerca. Essa verdade (ou conjunto de verdades) o consome completamente, em todos os sentidos, passando a viver em função das fantasias por ele criadas, fundindo-as (muitas vezes brilhantemente) com a realidade objetiva e concreta que ele deveria estar vivendo. Esse processo, por sua vez, recebe o nome de desilusão, que se caracteriza por uma ruptura significativa (ou mesmo total) com a realidade objetiva e concreta com a qual precisamos estar em permanente em contato.

A “esquizofrenia paranóide” é, portanto, uma modalidade de esquizofrenia (com todas as características acima descritas), e que se aproxima da paranóia, na medida em que o indivíduo apresenta tal desordem mental estruturada em traços visíveis de megalomania (mania de grandeza) e desilusões persecutórias freqüentes. Dependendo do grau (intensidade) em que a doença se manifesta, nada impede que, de modo geral, os esquizofrênicos possam ser pessoas inteligentes, criativas e produtivas.

De qualquer forma, os esquizofrênicos geralmente sofrem demasiadamente, no sentido de que não sabem distinguir suas fantasias, manias e fixações da realidade que os cerca. Tendem a criar, portanto, mundos fantasiosos à parte, dentro do qual passam a viver isolados, posto que suas fantasias tendem a funcionar como um tampão em relação à realidade objetiva, funcionando, dessa forma, como uma muralha ao convívio social. É bem provável que os esquizofrênicos ajam dessa maneira por apresentarem, em todos os sentidos, uma baixa resistência à contrariedades, perdas e frustrações: eles não suportam que duvidem deles ou que contrariem a lógica das idéias absurdas que freqüentemente estruturam.

As primeiras manifestações de “esquizofrenia paranóide” costumam aparecer, em média, entre os 16 e 34 anos. É uma doença que não tem cura, mas que pode, porém, dependendo do grau, ser controlada através de medicamentos e acompanhamento psicoterapêutico, permitindo ao indivíduo levar uma vida relativamente normal. Ataques mais graves, em graus mais severos e com maior freqüência, podem exigir internações periódicas.


AS CAUSAS

Como já deve ter sido mencionado, a “esquizofrenia paranóide” é uma das piores modalidades esquizofrenia, que se caracteriza por ser uma desordem mental causadora de intensas distorções no modo de pensar, bem como nas percepções dos sentidos: o indivíduo portador da doença ouve e vê coisas que, de fato, não existem, se vistas pelo prisma de uma “realidade concreta e objetiva” - dentro da qual, nós, indivíduos não portadores dessa doença, estamos inseridos.

Os fatores que causam precisamente a “esquizofrenia paranóide” ainda são obscuros, sendo que já se sabe que o desequilíbrio na captação e recaptação de uma combinação de importantes neurotransmissores cerebrais constitui a causa fundamental da doença. No entanto, detalhes mais precisos sobre esse desequilíbrio e sobre o processo que o causa ainda são um grande mistério a ser desvelado pela ciência moderna.

O fator hereditário possui um papel significativo, de importância, posto que já foi observado que é mais provável (aumento de probabilidade) de se ser um esquizofrênico, caso o indivíduo possua algum histórico de esquizofrenia na família. O stress e o excesso de álcool não causam a esquizofrenia, pois a esquizofrenia é uma doença de origem genética e, portanto, inata, ou seja, o indivíduo nasce potencialmente com ela. Porém o stress - aliado ao uso abusivo do álcool - pode agravar tanto os sintomas de quem possui a doença, quanto criar, em determinado grau, um quadro sintomático comportamental naqueles que não apresentam a doença.


O PRINCIPAIS SINTOMAS PARA O CORRETO DIAGNÓSITICO DA DOENÇA

A esquizofrenia é uma doença que, geralmente, se desenvolve gradualmente – apesar de que, em determinados casos, ela pode se manifestar como um surto repentino. As pessoas mais próximas ao indivíduo esquizofrênico costumam perceber as mudanças primeiro do que o próprio.

Dentre os principais sinais, estão:

• Confusão mental;
• Inabilidade (ou incapacidade) para tomar decisões por si mesmo;
• Alucinações;
• Mudanças nos hábitos alimentares ou de sono, bem como nos níveis de energia;
• Desilusões (no sentido científico da palavra, anteriormente explicado);
• Nervosismo;
• Dizeres estranho e comportamento bizarro;
• Isolamento em relação aos amigos, trabalho ou estudos;
• Freqüente negligência à higiene pessoal;
• Raiva (intensa e freqüente) e agressividade (moderada);
• Indiferença pela opinião de terceiros;
• Tendência freqüente a discutir – com predileção a assuntos polêmicos ;
• Forte convicção de superioridade em relação aos demais, e que as pessoas são incapazes de entendê-lo.


O TRATAMENTO PSICOFARMACOLÓGICO

Sem medicação e acompanhamento psicoterapêutico, a maior parte dos “esquizofrênicos paranóides” tornam-se incapazes de operar no mundo real. Sem auxílio dos medicamentos e da orientação de um profissional competente, eles poderão desenvolver severas alucinações e desilusões, podendo, facilmente, se tornarem perigosas, tanto para eles mesmos como para as pessoas que o cercam.

Os medicamentos mais comuns para o tratamento da “esquizofrenia paranóide” são: o Thorazine, o Haldol e o Risperdal, capazes de combater os sintomas de maneira eficaz, em 4 entre cada cinco pacientes (ou seja, são eficientes em 80% dos casos). Os tratamentos com os medicamentos duram de quatro a oito semanas. Como a doença é incurável, terapias convencionais ou grupais podem ajudar o paciente a entender melhor a sua condição, aprendendo, com isso, a conviver com sua doença, o que é decisivo para o aumento gradual de sua qualidade de vida e produtividade. Mas lembre-se: jamais tome remédios sem a consulta prévia de um especialista no assunto, principalmente se você ainda não sabe se possui ou não a doença. Procure, primeiramente, estudar e entender ao máximo os seus problemas, em todos os sentidos.


NO CASO DA NECESSIDADE DE UMA INTERNAÇÃO

No caso de saber que irá ser internado, é provável que o indivíduo já tenha passado por isso outras vezes e já conheça a sua condição de esquizofrênico. Todavia, no caso de ser a primeira internação, o primeiro surto, não se apresse em obter um diagnóstico de algum curioso de plantão, pois somente um psiquiatra experiente, devidamente qualificado e habilitado, poderá diagnosticar seu problema como “esquizofrenia”, bem como dizer se a modalidade da mesma é a “paranóide”. Tampouco, tente adivinhar o que está acontecendo: só por que leu um artigo interessante, não ache que é mestre no assunto, pois você sempre terá alguma coisa a aprender, assim como os especialistas na área também terão. Simplesmente aceite todo o tipo de ajudar que puder: da família, dos amigos, do especialista que acompanha o seu caso, etc.

O tratamento para um surto esquizofrênico irá, sem dúvida, necessitar de uma internação em tempo integral, em clínica especializada, de onde o paciente não poderá sair, e aonde o mesmo poderá ser assistido por uma equipe de profissionais que, seguramente, saberão o que fazer. É importante que o responsável pela internação conheça a clínica e seus antecedentes, procurando colher o maior número possível de referências e informações sobre a mesma, bem como sobre os profissionais que estarão cuidando do caso.

Com o passar do tempo, na medida em que os sintomas forem se amenizando, o especialista deve considerar a possibilidade de transferir o paciente para um sistema de tratamento ambulatorial, onde será possível permitir que o mesmo retorne à sua casa, no final de mais um dia de tratamento. Nessa etapa, os pacientes podem vestir suas próprias roupas; porém, deve-se ter o extremo cuidado em evitar que os mesmos tenham contato com qualquer objeto pontiagudo, assim como: tesouras, facas, estiletes, etc., que deverão ser devidamente guardados pelos funcionários da clínica.

Pacientes que se mostrarem excessivamente agressivos, após o período do tratamento, poderão ser arbitrariamente hospitalizados por seu médico (ou “presos” pela polícia) por até três dias. De qualquer forma, enquanto hospitalizados, os pacientes deverão passar pelos seguintes procedimentos:

• Terapia em grupo: consiste na formação de um grupo de apoio formado por pessoas que sofrem problemas semelhantes (no caso, de esquizofrenia paranóide). Dentro do grupo, o indivíduo e os demais (seus semelhantes em sofri-mento) sentem-se plenamente à vontade, no sentido de compartilhar (entre si) suas dores, angústias e sentimentos mais profundos. A terapia em grupo é orientada por um profissional competente, geralmente um psiquiatra com formação psicanalítica.

• Terapia individual: em termos clínicos, consiste numa terapia que irá complementar a terapia grupal, não sendo, por isto, considerada menos importante que ela. A terapia individual é uma tentativa de se conferir a oportunidade ao paciente de se encontrar individualmente com seu terapeuta, a fim de procurar aprender meios de conviver e lidar com a sua doença.

• Reuniões com a família: nessas sessões, o especialista irá procurar fazer com que a família entenda e ajude na recuperação do paciente, ao mesmo tempo em que prepara o terreno adequado para que o mesmo retorne ao seio familiar e reduza a possibilidade de recaídas posteriores .

• Isolamento: caso o paciente sinta-se incapaz de controlar a si mesmo, o especialista e membros de sua equipe procuram algum meio de isolar o mesmo do contato com os outros pacientes – tanto para a sua própria segurança, quanto para a segurança dos demais. Em casos em que o paciente apresente agressividade excessiva, ele poderá ser amarrado à cama até que recobre a sua serenidade e possa voltar ao convívio com os demais.

• Tratamento eletroconvulsivos: também conhecida como “Terapia de Choque”, é aconselhável somente em casos extremos, quando é observado no paciente um comportamento excessivamente evasivo e de isolamento voluntário, devido a um quadro de depressão profunda. Esse tipo de tratamento, se monitorado e bem dosado, poderá, além de eliminar o quadro depressivo, poderá contribuir para acelerar a melhora e a recuperação do paciente como um todo. O tratamento consiste em ligar eletrodos ao cérebro do indivíduo, aplicando uma corrente elétrica forte a ponto de causar, repetidas vezes, convulsões mo-deradas - que duram determinado período de tempo. O paciente perde a memória, apresentando freqüentes lapsos, em todos os sentidos. Porém a memória volta à sua normalidade, geralmente, em duas semanas.


O QUE O ESQUIZOFRÊNICO DEVE FAZER REGULARMENTE PARA EVITAR O AGRAVAMENTO DE SUA CONDIÇÃO?

Como já foi mencionado, a esquizofrenia não tem cura. Porém, isto não significa que o indivíduo esquizofrênico não possa aceitar a sua condição, e, na medida do possível, gozar de uma vida produtiva, cheia de qualidade. Não há coisa alguma que impeça o veterano esquizofrênico de se conhecer profundamente a ponto de poder ajudar outros que possuem o mesmo problema, e, encontram-se com medo e infelizes por ainda não terem conseguido entender a dimensão de seu problema. É lógico que isso não representa uma luta fácil e irá depender do amor-próprio, da auto-aceitação e da inteligência de cada indivíduo portador da desordem psíquica. Mas existe outra opção que não seja a de continuar tentando? Isso é que você sempre deverá se perguntar.

Quanto a medidas que se devem permanentemente atentar para evitar que a doença se agrave, qualquer esquizofrênico veterano sabe que, em primeiríssimo lugar:

• DEVE-SE ADMITIR, SEM VERGONHA ALGUMA, QUE VOCÊ TEM UM PROBLEMA, UMA DOENÇA, E, POR ISSO, NÃO RESISTIR AO TRATAMENTO OU A PERMENENTE PROCURA DE AJUDA POR PARTE DE GRUPOS QUE TENHAM O MESMO PROBLEMA QUE VOCÊ.

Depois, mas não menos importante:

• Assegurar-se sempre de tomar continuamente e regularmente os seus medicamentos, pois os sintomas irão retornar com muito mais força e freqüência caso você pare repentinamente de tomá-los.

• Pelo fato desses medicamentos causarem – principalmente no início do tratamento - fadiga e tontura, evite dirigir ou operar máquinas pesadas, até que o especialista tenha “acertado” a combinação e a dose correta (terapêutica) da medicação que você deve tomar. Paciência, pois esse é um processo demorado que exige a sua boa vontade e participação: fale para o seu médico exatamente o que você está sentido na medida em que ele vai aumentando gradativamente as doses e combinações dos medicamentos.

• Não se automedique e comunique ao seu médico qualquer alteração de dose (por esquecimento ou propositalmente) que você tenha feito. Não tome nenhum outro remédio em concomitância com aqueles do seu tratamento sem comunicar primeiro o seu médico: certas combinações de classes medicamentosas possuem simplesmente um efeito devastador no sistema nervoso central e no cérebro! Nesse sentido, quem sabe o que deve ser feito é o especialista, e, por isso, não brinque com os medicamentos!

• Pelo mesmo motivo explicado acima, evite o uso de álcool e de drogas recreacionais, pois tais substâncias interagem com o medicamento amplificando os efeitos das mesmas e causando uma verdadeira devastação no sistema nervoso, como um todo.

• Já que é muito difícil de se evitar o stress nos dias de hoje, procure encontrar mecanismos saudáveis para controlá-lo, tais como: Yôga, natação, exercícios físicos, meditação, etc.

• Aprenda igualmente a lidar com os seus sentimentos de maneira inteligente não os reprimindo constantemente: converse com os seus amigos, com o seu médico, com a sua família, e aceite toda ajuda e apoio que puder encontrar nos ombros amigos – aceite e dê também, sempre que se fizer necessário! Tenha a mente aberta, tente ser uma pessoa feliz e se esquecer dos problemas. É muito importante que você ingresse num grupo de apoio e se sinta útil e reconhecido de alguma maneira.

• Sempre que houver algum problema ou mal-entendido com amigos ou familiares, procure convencer as pessoas que você ama a consultar o seu médico sobre a melhor maneira de ambas as partes resolverem o conflito.

• Enfim, você tem um problema que pode ser muito sério, ou menos sério – dependendo da maneira como você irá lidar com ele. Siga esse conselho: NUNCA SE TRANQUE EM SI MESMO, POIS TODOS NÓS SOMOS, DE CERTA FORMA, UMA PANELA DE PRESSÃO. VOCÊ É UMA PANELA DE PRESSÃO QUE NÃO COSTUMA AGUENTAR A MESMA PRESSÃO QUE AS OUTRAS PANELAS AGUENTAM. ACEITE ISSO E PROCURE ABRIR O SEU CORAÇÃO PARA O MUNDO, POIS TENTAR O CONTRÁRIO É O CAMINHO MAIS RÁPIDO PARA O MUNDO DOS SURTADOS E PARA A CONSTANTE INTERNAÇÃO. É ISSO O QUE DESEJA PARA VOCÊ?

E temos mais algumas recomendações:

Chame imediatamente o seu médico (mesmo se for de madrugada) se:

• você se encontra incapacitado de dormir direito ou está dormindo em demasia;
• apresenta variações extremas no apetite;
• o seu remédio não pára de deixá-lo tonto, enjoado ou com má digestão (mal do estômago);
• você passou a desenvolver, com o tempo, tiques nervosos ou movimentos involuntários excessivos;

E o principal:

Se idéias de suicídio ou homicídio começarem a perseguí-lo com constância, durante um período de tempo considerável , procure seu médico imediatamente, e, de preferência, peça para interná-lo por um tempo – revisando as doses e o(s) remédio(s) ministrado(s).


Professores Associados – Consultoria Educacional RJ
Elias Celso Galvêas (Coordenador Geral)
http://www.aulas-partic.com.br

O professor Elias Celso Galvêas é Consultor Pedagógico da área de Projetos Especiais do SENAC-ARRJ, e coordenador geral da Professores Associados – Consultoria Educacional.


Referências Bibliográficas
Este artigo é uma resenha registrada por escrito, baseada numa “versão simultânea” de um artigo intitulado “Paranoid Schizophrenia”, ambos os trabalhos realizados pelo professor Elias Celso Galvêas, em 20/11/2003.
Onde o artigo original pode ser encontrado?
Fonte: Internet: http://www.healthsquare.com

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Page Updated Sun May 3, 2009 10:29pm EDT