Autor: ESPÍRITO CONGREGADOR GLOBAL (ECG)
Gostaria de começar fundamentando que:
(1) Deus - ou como quiserem chamar - é uma permenete possibilidade de construção interna e individual - inerente a cada ser humano.
Esta construção interna é facultativa e depende diretamente da aceitação incondicional de certas leis que governam pulsões inconscientes (adormecidas) que, por sua vez, regem mecanismos psíquicos que potencializam nossa realidade interna. A aceitação e fé incondicionais - se forem devidamente trabalhados e desenvolvidos - gerarão a plenitude necessária para que nos conectemos com os processos cósmicos, através do controle consciente de certas pulsões internas - que, geralmente, encontram-se em estado latente nos não iniciados.
Quanto à Verdadeira e Profunda Natureza de Deus, pode-se afirmar que:
(2) a idéia de Deus é um axioma que se torna falacioso - uma tautologia que se transforma em contradição - sempre que tentamos compreender (o incompreensível) somente pelas vias intelectivas da razão.
O objeto de estudo é, com certeza, dos mais interessantes. Porém, a razão como veículo de abordagem metodológica verifica-se falha e insuficiente para compreender tão misterioso objeto de estudo.
Deus é como a água que assume a forma do recipiente que o contém: Ele sempre se amoldará à forma da fé de seu observador, sempre tenderá a se adaptar às suas necessidades. "Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu". Somos seus "tentáculos" aqui na Terra, inevitáveis instrumentos em Sua mão: Isto se aplica mesmo ao ateu mais radiacal e convicto, pois, em seu caso, Deus assumirá a forma que o ateu deseja: o nada, o vazio. O copo foi deixado de lado e a água evaporou por completo. O ateu não dá a chance de Deus se estabelecer na sua realidade interior.
E o que será colocado no lugar do vácuo que a ausência de Deus é capaz de deixar? Dinheiro? O cinismo? A vaidade? A racionalização excessiva? Doenças mentais? Incompletude?Insegurança? Prepotência? Arrogância? Auto-suficiência? Alguma coisa é melhor que Deus para preecher as lacunas de nossas existências? É claro que existem muitos religiosos que acham que estão cheio de Deus, mas o lugar de Deus não é na barriga, mas no coração e na mente do homem. De qualquer forma, é melhor deixar claro que estamos aqui nos referindo a Deus como uma possibilidade de construção interna individual de cada ser, e não à Torre de babel de conceitos e preconcietos inventados pelas religiões através dos tempos.
Faz muito pouco sentido dizer que Deus não existe: se Ele não existe, por que todos nós falamos Dele? O que é detectável pode não existir? Precisamos distinguir, portanto, as várias instâncias da realidade a fim de detectar em qual delas faz sentido dizer que Deus é uma realidade.
Se eu disser que elefantes vermelhos alados de bolinha roxa existem, em que ponto de vista eles estão sendo reais para mim? Naturalmente, no mundo real, se eu permanecer acreditando sozinho nos meus elefantes alados, certamente me internarão em algum manicômiio. Mas é interessante observar que se todos em minha volta acreditarem comigo, estaremos em vias de criar uma religião - onde eu seria eleito papa.
Simplificando, as religiões nasceram de uma necessidade saudável (ou não) de direcionar nossas fé para um conjunto de crenças que irão, por sua vez, conferir coesão a determinado grupo. A religião nasceu da necessidade humana de convencer e obter poder. Poder sobre as pessoas, gerando nas mesmas pessoas um sentimento de obediência cega aos "inventores de elefantes alados".
E tais "inventores de elefantes alados" ditavam conceitos, preceitos, preconceitos que todos eram coagidos a seguir sem questionar. Estes homens Arquitetos de Deuses e obedeciam a princípios básicos na formulação de suas crenças.
Elementos principais que regem a criação de Entidades Divinas (sobrenaturais ou não):
Em todo ser humano, parece existir uma força que, movida por uma necessidade inata, um ímpeto, dentro da psiqué humana, nos compele a especular sobre a existência de entes superiores ao que somos, bem como lugares melhores do que a realidade imediata que nos cerca.
Esta força é oriunda da nossa permanente insatisfação com o que nos cerca, ou seja, no fundo, não nos aceitamos como somos, não aceitamos as pessoas que nos cercam, e temos um desprezo reprimido pela realidade ao qual estamos submetidos.
A religião - bem como conceitos sobre naturezas divinas e superiores - nasceram da tentativa de resgatar uma esperança que parece não ser natural e inata aos seres humanos. Portanto, as religões instituídas - aliadas ao conceito de Deus - parecem existir para tampar um certo buraco, um vazio na alma que representa a insatisfação existencial dos seres humanos - e do mundo em que vivem.
Na verdade, Deus - ou como quiserem chamá-lo - sempre será uma possibilidade de construção psíquica interna dentro de cada um de nós. Não acredito ser possível atingir a Real e Profunda Natureza de Deus pelas regras da lógica formal, pelo exercício do intelecto, da razão isolada. Caso tentemos entender Deus pela simplesmente pelo exercício isolado da razão, Ele sempre tenderá a se apresentar como uma falácia, uma contradição. O que nos leva a fundamentar a primeira regra básica de Engenharia Teísta.
"Para a adequada compreensão da Natureza Diviva, devemos encarar Deus como um axioma, isto é, algo que não precisa de comprovação formal, posto que Sua existência depende da fé do observador, ou seja, da aceitação de Sua existência em nossas realidades psíquicas - que nos permitirá abrir as portas de comunicação para Sua construção em nossas realidades internas".
Para o entendimento da Natureza Divina, precisamos, além da razão, uma boa dose de "intuição imaginativa", de fé e aceitação da realidade de Deus que habita as profundezas da alma humana - e está pronta para ser invocada pela vontade e pela fé.
A aceitação e a percepção de nossas realidade internas dependem, por sua vez, da vontade e disposição que o ser humano possui de olhar para dentro de si mesmo. A construção da ponte que nos ligará à esfera divina superior é uma experiência pessoal que independe totalmente do intelecto. "Conheça-te a ti mesmo", diria o oráculo de Delfus. No dia que o homem seguir fielmente estes dizeres, poderá verificar que não há muita diferença entre ele e os deuses que costuma criar. Mas é preciso coragem e humildade para olhar dentro de si mesmo e arrebatar a herança que o Cósmos enterrou nas profundezas de nossas
mentes.
Enfim, seja qual for o motivo existente para precisarmos direcionar nossa fé para o exterior e construir "super-heróis" imaginários - que são verdadeiros ícones de proteção externa - não podemos negar que este processo de criação ainda constitui um elemento de crucial importância para a harmonia psicológica da maioria dos indivíduos deste planeta: mesmo o ateu mais radical e convicto precisa empregar sua fé na não existência de um Deus, na negação completa de uma realidade interior - que exteriormente costuma se manifestar das maneiras mais degradantes, cristalizando-se nas religiões instituídas.
Qualquer pessoas mediana saberia separar os "Contos da Caroxinha" - inventados por mentes doentias - daquilo que a necessidade natural de religiosidade realmente representa para a alma humana. Tais "Contos da Caroxinha" costumam originar dogmas religiosos que fundamentam as religiões mais absurdas. Acho muito natural - e, inclusive, uma opção inteligente - optar pelo ateísmo frente a tantos absurdos e confusões que as religiões instituídas oferecem nos dias de hoje: quando não servem para gerar miséria (para terem razão para existir), as religiões trabalham no sentido de maquear - de maneira dogmática e fantasiosa - os principais (e mais sérios) problemas estruturais da humanidade.
Continua...
Site em construção...
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